01/11 - Sydney

É, e não existe mais em Sydney, e imagino que tampouco em Melbourne, aquele simpático businho circular gratuito que cobria o centro da cidade. Tinha em Auckland também, se bem me lembro. Agora, andou, tem que pagar, bicho. Então, andamos, em vez de andar. Passei o dia todo tentanto me lembrar, sem sucesso, com quem estive aqui pela primeira vez. A memória passa, só o que não passa é a pança. Deve dar pra recuperar relendo o blog desta viagem, mas é meio assustador se dar conta de que, nem uma década depois, não me restou uma única memória clara que individualize a pessoa com quem passei um mês viajando. O mesmo já me aconteceu com pacientes. O indivíduo passa meeeeses e meeeeses te contando as coisas mais íntimas e pessoais dele, você é convidado a adentrar aposentos daquela mente que o nem o próprio dono sabia que existiam, e uma década depois o encontra na livraria e, pior do que não se lembrar do nome dele, o que já seria muito triste, sequer o reconhece de pronto, enquanto ele visivelmente lembra de você e tem o mesma carinho como se tivesse te visto semana passada. Me aconteceu umas 3 vezes já, e nunca me perdôo. Preciso que o mesmo aconteça entre mim e algum ex-terapeuta, para nivelar as coisas.
Mas divago. Desta vez estiquei o roteiro mais para os lados da cidade, em vez de ficar naquele eixinho entre a estação central e a ponte de Sydney. Alguns lugares resolvo conhecer só porque foram nomes de músicas bacanas, e depois chego lá e nem são lá grande coisa. Como o Paseo de Gracia, do Alan Parsons Project, Connemara do Deuter, ou hoje Wooloomooloo, do Jean-Michel Jarre.
Tem também uma música do Tangerine Dream, Bondi Parade, mas pela segunda e provavelmente última vez na vida, não fui parar em Bondi Beach, porque é longe demais. E é praia.
De meus rituais de viagem, não rolou maratona, porque eu sou uma anta barriguda e retardada, mas rolaram DOIS parques de diversão, e hoje consegui fazer minha comunhão anual turística com nosso senhor jesus cristo, por meio da qual engulo seu corpo transubstanciado na santa hóstia em algum local distante do planeta. Tô escrevendo estas merdas pra alisar minha tia-avó Benedicta, que tem até foto pegando no bracinho do papa Bergoglio, me pediu amizade no Facebook, e deve morrer de desgosto com as coisas que escrevo, se as lê. Na verdade, tia, o corpo do cristo, nosso salvador e filho do pai eterno, continua tendo gosto de farinha. E é muito anti-higiênico o padre pondo a mão na boca de todo mundo. Pau no seu cu, porcão. Tem que pedir pro fiel abrir bem a boca e arremessar de longe!





Você é incorrigível...
ResponderExcluirPorque você comunga se não acredita?
ResponderExcluirNossa, de repente parece que não te reconheço. Que vc escreve bem eu já sabia, mas de repente resolveu tratar assuntos “sérios” no meio do besteirol pau no cú.
ResponderExcluirAh! Não adianta o padre lançar de longe a hóstia, ele pegou nela, não usam luvas, né? Nunca prestei atenção, não sou catolica.
Divague mais, divague sempre
ResponderExcluirSabe-se lá onde esteve a mão do padre antes de estar na hóstia....
ResponderExcluirVocê está meio sentimental, Aderbal... kkkkkkk que rima horrível 🙂
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